Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da USP Maurilane de Souza Biccas Professora Livre Docente
terça-feira, 19 de outubro de 2021
Mulheres e inovação docente (São Paulo e França, nas décadas de 1860 a 1960
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Luiz Gama - Filme
Brasil de Fato
https://www.brasildefato.com.br/2021/08/20/doutor-gama-filme-brasileiro-e-selecionado-para-o-maior-festival-de-cinema-negro-do-mundo
O longa metragem brasileiro Doutor Gama foi selecionado para participar do American Black Film Festival (ABFF), maior evento de cinema negro do mundo. O filme nacional está entre as 10 obras escolhidas para integrar a edição que marca o aniversário de 25 anos do festival.
Dirigido pelo cineasta Jeferson De, Doutor Gama conta a trajetória de um dos personagens mais impressionantes da história brasileira. O abolicionista nasceu livre na Bahia, foi vendido pelo próprio pai para pagar uma dívida de jogo, aprendeu a ler e a escrever já adulto e, como advogado, libertou mais de 500 pessoas escravizadas.
Nos cinemas e disponível na plataforma de streaming Globo Play desde o início do mês, o filme vem alcançando reações positivas de crítica e público. A participação no ABFF é mais um ponto de consagração, que abre caminhos para possibilidades como o Oscar e o Bafta.
No Dia do Cinema Brasileiro, a comemoração dá lugar à resistência
Em entrevista para o Brasil de Fato, Jeferson falou sobre a seleção em primeira mão (ouça a conversa na íntegra no tocador de áudio abaixo do título desta matéria). Emocionado, ele celebrou: "Recebi a notícia ontem. Ainda estou com os olhos brilhando". Para o cineasta, a seleção indica interesse em uma história que precisa ser contada.
"É algo muito grandioso, porque a comunidade negra americana está pressionando o Oscar há muito tempo. Chegar lá com um filme brasileiro e preto neste momento é muito importante". O diretor completa "Eles estão de olho na gente. Eles querem saber - quem é esse tal de maior abolicionista brasileiro, que a gente nunca ouviu falar?".
Luiz Gama é dono de uma história surpreendente, que deixa no chinelo a trajetória de qualquer super herói ficcional. Ele era filho de Luísa Mahin, mulher africana, livre e que participou ativamente de levantes negros e negras na Bahia.
"Em 1837, depois da revolução do dr. Sabino, na Bahia, veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856 e em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. "afirma o próprio Gama em carta ao jornalista e amigo Lucio de Mendonça, datada de 1880.
Aos dez anos de idade, Luiz Gama foi vendido pelo próprio pai, levado de barco ao Rio de Janeiro e comprado por um contrabandista. Com um grupo de mais de 100 pessoas escravizadas, atravessou a muralha natural da Serra do Mar, de Santos a São Paulo, a pé.
A história por trás de Luiz Gama, lutador contra o Brasil escravocrata
Foi na capital paulista que ele cresceu, servo na casa de uma família branca. Aprendeu a ler e a escrever já adulto, frequentou aulas de direito como ouvinte na Universidade de São Paulo (USP), conseguiu licença para atuar, mesmo não matriculado oficialmente e, dali, partiu para os tribunais.
"É uma criança, que nasceu livre. Ele foi vendido pelo próprio pai, comercializado como coisa, produto, objeto", conta Jeferson De. O diretor, no entanto, afirma que a vida de Luiz Gama não cabe no conceito de herói.
"Eu tinha a impressão de que eu estava fazendo um filme sobre um super herói e toda hora eu tinha que me corrigir. Eu falava - não é um super herói, esse é o Luiz Gama e essa é a luta de Luiz Gama, que provavelmente foi a luta de muitas pessoas", conta Jeferson.
Como combater um mundo estreito e repleto de violência
O cineasta quer muito mais que o registro dessa jornada em filme. Para Jeferson, Luiz Gama precisa ser reconhecido e chegar a todos, às "quebradas" inclusive. "É a nossa história, é como resgatar a história de um parente, de um avô. Para mim tem esse lugar, eu, como homem preto, fazendo um filme sobre um ancestral".
Das palavras de Jeferson vem a certeza de que, no Brasil de hoje, conhecer, celebrar e destacar a figura de Luiz Gama são atos de absoluta relevância. "Ele tem uma importância para nós negros, mas ele tem uma importância para esse Brasil que a gente se quer, república, um Brasil livre, com a participação de todos."
Edição: Vivian Virissimo
Filme 12 Anos de Escravidão
terça-feira, 21 de setembro de 2021
A Escrita da História
Neste livro, Michel de Certeau identifica as etapas fundamentais da historiografia e suas diferentes abordagens ao longo do tempo, estabelecendo um diálogo entre várias áreas do conhecimento. Religião, epistemologia, metodologia e semiótica convivem e convergem para o mesmo objetivo: traçar o itinerário de um historiador e o percurso das interrogações que levam ao desenvolvimento da sua narrativa. Nesse processo, o autor recorre, também, à filosofia e à psicanálise – que sustentam as observações sobre diferença, corte e descontinuidade –, sempre norteado pelo olhar da política e da ética.
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4955763/mod_resource/content/1/CERTEAU%2C%20M.%20A%20Escrita%20da%20hist%C3%B3ria.pdf
Documentário - Michel de Certeau - Vida e Obra por Diana Vidal
ATTA - Mídia Educação
Michel de Certeau foi jesuíta, historiador e professor universitário francês. Seus interesses e crises o levaram a trazer para o seu universo a psicanálise, a filosofia, a linguística, a antropologia, a história, a pedagogia e manifestações culturais diversas. Nascia daí um respeito e uma relação profunda pela marginalidade, pela multiplicidade e pela resistência estratégica.
Neste programa, Diana Vidal, conhecedora da obra do autor, expõe o pensamento e suas implicações na Educação de um dos maiores pensadores do século XX.
Conteúdos:
- Os primeiros anos e a formação jesuíta
- Surin e a descoberta da escuta
- A psicanálise e a escuta do outro
- Epistemologia da história
- Historiografia
- Práticas culturais
- Práticas ordinárias
- O sujeito insubmisso
- As viagens
- Formas de resistência / modelo polemológico
- Certeau e Paulo Freire
- O mestre da Escuta
Apresentação: Diana Vidal
Diana Gonçalves Vidal é professora associada de História da Educação na Faculdade de Educação (USP), onde coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em História da Educação (NIEPHE) e a Área de História da Educação e Historiografia do Programa de Pós-Graduação em Educação. Publicou Michel de Certeau, historiador-vagabundo, judeu-errante na revista Educação. É pesquisadora do CNPq.
Convidada especial Anne-Marie Chartier
Institut National de Recherche Pédagogique, França
https://www.youtube.com/watch?v=21PXfrJCojQ&t=185s&ab_channel=Jos%C3%A9MarcusGuedesdeAra%C3%BAjo
Filme - Silêncio
‘Silêncio’- filme de Scorsese
Roteiro adapta trama criada pelo escritor Shusaku Endo. Porém, um relevante fundo histórico serviu como base para a obra.
Da mesma forma que o protagonista de Silêncio (Silence, 2016) se devota a explicar tudo que lhe acontece com base em sua espiritualidade, o filme de Martin Scorsese também incorpora esse registro de um tom só, e a partir dele o cineasta - que já desenvolve a adaptação do livro de Shusaku Endo há anos - faz um sofrido drama que reitera situações e temas como um mantra.
O livro desencadeou uma ampla discussão no Japão, após sua publicação em 1966, por tratar da perseguição aos missionários católicos no país no século 16. Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações, e usa Silêncio, de forma reverente, para repassar o tormento dos portugueses torturados pelo regime local, que prezava pela hegemonia do budismo como a religião oficial do Japão. Andrew Garfield faz o padre principal, Rodrigues, numa jornada para entender o que aconteceu com seu mentor (Liam Neeson), que os locais dizem ter abandonado o cristianismo.
Ator que se entrega aos seus papéis mas frequentemente se escora em gestuais e expressões mais teatrais, Garfield alcança sob Scorsese uma atuação mais comedida e autêntica, e o filme todo depende dele para funcionar. A transformação física de Rodrigues é o fio condutor da trama, que transcorre como uma provação de fé sem nunca deixar de seguir a linguagem das narrativas do catolicismo, particularmente a devoção aos símbolos. Além de iluminar ambientes com um pudor especial, como se todos esses cenários de um Japão rural e às vezes francamente precário fossem potenciais cenários de culto, tocados por Deus, Scorsese se esmera nos planos-detalhes de objetos, cruzes, terços, mãos, toques.
O resultado é um filme que visivelmente pretende se filiar a uma tradição do cinema japonês, de Mizoguchi e Ozu, que Scorsese cresceu assistindo, particularmente na busca de Silêncio por filmar com respeito o sofrimento e a dignidade de seus personagens. Algo nesse esforço parece desperdiçado, porém: o foco na espiritualidade soa bitolado ao condicionar os contextos à jornada do protagonista e minimizar interpretações políticas, e o cuidado de Scorsese para não ofender ninguém pode desapontar quem espera do diretor uma narrativa mais enérgica, tortuosa.
Isso não quer dizer que Silêncio não tenha um impulso minimamente questionador. Depois de realizar alguns longas que colocam em dúvida a confiabilidade do ponto de vista de seu narrador, como Ilha do Medo e O Lobo de Wall Street, Scorsese faz o mesmo aqui, numa escala mais discreta mas não menos intensa, no clímax de Silêncio que resolve a busca de Rodrigues e encerra a trama. Nem isso, porém, deixa de ligar o filme às características do catolicismo, já que duvidar de si mesmo é nas narrativas da Igreja um dos temas mais recorrentes.
https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/silencio-critica
O Aparecimento da Escola Moderna
Livro da Profa. Maria Lúcia Hilsdorf
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
Semana da Educação na FEUSP
Pessoal, bom dia.
Estão todos(as) convidados(as) a participar da Semana da Educação da Faculdade da Educação que irá acontecer durante os dias 29 de Setembro a 01 de Outubro de 2021.
Confiram o link https://www.se-feusp.online/programa%C3%A7%C3%A3o
Um forte abraço
Escolas Vocacionais
Bibliografia: NEVES, Joana, Renovação Educacional e Desenvolvimento Econômico: o ensino vocacional em São Paulo – uma questão política. D...
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Programa Agosto Dia 17 (Aula - 1) – Apresentação e construção coletiva do curso a) Apresentação da professora; b) Apresentação dos alunos e ...
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Filme Desmundo Baseado no livro homônimo de Ana Miranda, o filme “Desmundo” narra a história das órfãs portuguesas que, em 1570, foram envia...







