terça-feira, 16 de novembro de 2021

Escolas Vocacionais


 Bibliografia:
NEVES, Joana, Renovação Educacional e Desenvolvimento Econômico: o ensino vocacional em São Paulo – uma questão política. Diálogos, v. 15, n. 3, p. 533-550, set.-dez./2011.
Documentário: Vocacional, Uma Aventura Humana

terça-feira, 9 de novembro de 2021

A República e a Educação Nova no Brasil

O programa da Univesp gravada em 2008, produziu uma entrevista com Jorge Nagle, ex-reitor da Unesp e autor no livro "A Educação e Sociedade na Educação Brasileira". Nesta entrevista foi realizado uma revisão sobre as escolas educacionais brasileiras após a proclamação da República.

https://www.youtube.com/watch?v=_KZ5rqcudpw&ab_channel=UNIVESP

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Trabalho Final de Curso

Trabalho Final

Para a finalização da disciplina História da Educação II, apresento uma lista de filmes como referencia para realizar o trabalho final. 

Observem que os filmes abordam de forma direta e ou indireta alguns aspectos dos temas que compõem o programa do curso e ou foram discutidos na sala de aula. A partir da lista elaborada:

1) Selecionem um dos filmes;

2) Eles podem ser encontrados, na sua grande maioria no youtube, ou em plataformas de streaming;

3) Elaborem uma sinopse geral do filme, apresentando: o título, diretor, produção (país), ano, temática e os principais atores e atrizes;

4) Façam uma análise do filme sobre algum aspecto ou dimensão que avaliarem como relevante para produzirem uma análise utilizando a bibliografia do curso;

5) Sintam-se livres para escrever o que considerem pertinente de acordo com as temáticas e discussões realizadas no curso; 

6) O trabalho deve ter no mínimo 4 páginas e no máximo 10 páginas

A lista de filmes é a seguinte:

1) As Sufragistas - 2015;

2) O Pagador de Promessas - 1962; 

3) Nenhum a Menos - 1998;

4) Desmundo - 2002;

5) 12 Anos de Escravidão - 2013;

6) Dr.  Gama - 2021;

7) Adeus Meninos – 1987;

8) Billie Eliot - 2000;

9) Gattaca - 1997;

10) O Jarro - 1992;

11) Quando tudo começa - 1992;

12) Madadayo - 1993;

13) Bicho de Sete Cabeças - 2000;

14) Central do Brasil - 1998;

15) Sarafina: o som da liberadade – 1993;

16) Os Filhos do Paraíso – 1997;

17) A Missão – 1986;

18) Brincando nos Campos do Senhor – 1991;

19) Crianças Invisíveis – 2005;

20) Narradores de Javé – 2003.


terça-feira, 26 de outubro de 2021

Filmes: As Sufragistas e Malala

 Feminismo é destaque em estreias da Netflix: As Sufragistas e Malala


Filme As Sufragistas mostra luta das mulheres por seus direitos; documentário Malala retrata trajetória da paquistanesa

 

Se hoje nós, mulheres ocidentais, temos direito ao voto e participamos na política, muito devemos às suffragettes, feministas britânicas que lutaram pelo direito ao voto entre o final do século XIX e início do século XX. A Inglaterra é lar, hoje, da  paquistanesa Malala Yousafzai, 20 anos. Ela foi vítima de uma tentativa de assassinato pelos talibãs, que não aceitam que mulheres queiram ou possam estudar em pleno século XXI. Assim como as suffragettes, apesar das ameaças de morte e do sofrimento, Malala manteve sua luta pelo direito das mulheres à educação e é exemplo vivo da contínua luta feminina por direitos. 

Histórias de mulheres corajosas, como a da lavadeira Maud Watts e de Malala, são destaques neste mês na Netflix. O filme As Sufragistas (2015), dirigido por Sarah Gravon, estará disponível a partir desta segunda-feira (15) no serviço de streaming.

Já o documentário Malala (2015), dirigido por Davis Guggenheim, pode ser assistido por assinantes desde o início do mês.

No longa inspirado em fatos reais são quatro as personagens de destaque: Maud Watts (Carey Mulligan), Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), Edith Ellyn (Helena Bonham Carter) e Violet Miller (Anne-Marie Duff). Apenas Emmeline existiu na vida real: é a mais notória sufragista da história.

 


Streep interpreta Emmeline Pankhurst

(Fotos: Reprodução)

O drama resgata a luta pelo voto feminino, em 1912, e se baseia no princípio da sororidade (irmandade feminina). Mostra ainda a briga por direitos básicos. “A vida era muito difícil. O horário de trabalho era terrível, mulheres ganhavam muito menos e trabalhavam mais que os homens”, comentou Mulligan no lançamento do filme. Streep afirmou que “o movimento sufragista era visto como uma ameaça porque a sociedade era comandada por homens”.



A trama acompanha a história de Maud, operária que leva uma vida dura ao lado do marido e do filho. Sem orientação política, ela vai se reconhecendo na luta de outras mulheres até que se torna uma ativista ferrenha.

Enfrentamento

O documentário Malala, sobre a adolescente paquistanesa baleada por defender o direito das mulheres de seu país à educação, retrata sua história,  luta e esforços para alterar o status quo. O diretor inglês acompanhou o dia a dia da jovem, na época com 17 anos. Por conta do atentado, ela ficou surda do lado esquerdo, que permanece paralisado. Guggenheim mostra que Malala é uma adolescente comum e  estudiosa. Seu pai, Ziauddin Yousafzai, a criou com liberdade, coisa incomum no Vale do Swat, Paquistão, onde os talibãs chegaram em 2008 e impuseram sua interpretação do Alcorão.

 

Malala e o pai

(Foto: Reprodução)

Entre as curiosidades da vida de Malala -  pessoa mais nova a receber um Prêmio Nobel da Paz, em 2014 - está o fato dela ter sido batizada pelo pai em homenagem a uma heroína do tradicionalismo afegão. “Você lhe deu o nome de uma menina que foi morta por falar. É quase como se dissesse que com a sua filha seria diferente”, provocou o diretor. “Você está certo”, respondeu o pai.


Hoje com 20 anos, Malala viaja para ajudar outras pessoas e mostrar sua experiência de vida. Em 2017, acabou o ensino médio e tornou-se Mensageira da Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). É um exemplo vivo de enfrentamento e de que é preciso ter muita coragem para ser mulher nesse mundo.

https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/feminismo-e-destaque-em-estreias-da-netflix-as-sufragistas-e-malala/


A feminização do magistério


História da Educação no Brasil

Conferir no link abaixo, uma aula sobre a "Feminização da profissão docente.

https://www.youtube.com/watch?v=Yz5WuZ7iG_g&list=PLxI8Can9yAHczJD8LmcAW8Pd19KHiL2qW&t=715s

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Mulheres e inovação docente (São Paulo e França, nas décadas de 1860 a 1960

Mulheres e inovação docente (São Paulo e França, nas décadas de 1860 a 1960

O projeto, que integra Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) e universidades francesas associadas à USPC (Université Sorbonne Paris Cité), objetiva a elaboração de biografias de professoras que inovaram a prática docente e que permanecem praticamente desconhecidas ainda nos dias de hoje. A maioria dessas mulheres construiu sua trajetória em sala de aula. Foram professoras de escolas primárias e secundárias em zonas urbanas e rurais, criaram metodologias para o ensino de jovens e adultos ou para alunos especiais. No seu conjunto, estas biografias exibem as múltiplas formas de ser mulher e professora em São Paulo e na França nos séculos XIX e XX. 
 
Conferir no site do NIEPHE (Núcleo Interdisciplinar de Estudos  e Pesquisas em História da Educação.  https://sites.usp.br/niephe/




MULHERES INOVADORAS NO ENSINO


Resenha 
Carolina Cechella Phillipi 

VIDAL, Diana Gonçalves; VICENTINI, Paula Perin. (org.). Mulheres inovadoras 
no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2019. 290 p.
A composição predominantemente feminina da profissão docente é uma característica facilmente perceptível, sobretudo da educação básica. Segundo o Censo do Professor (2007), cerca de 82% do professorado brasileiro é composto por mulheres. Essa média se mantém no Estado de São Paulo (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2007). Esses mesmos números foram retomados em matéria do site UOL (HARNIK, 2011), que apresentou as diferentes percentagens dessa característica de acordo com os segmentos de ensino. Destacou-se, nessa investida, a disparidade entre o número de professoras nos anos iniciais do ensino fundamental (82%) e no ensino médio (64%).
Em que pese a produção acadêmica sobre a História e a Sociologia da profissão docente e o seu recorrente foco nas condições de seu desenvolvimento profissional, proletarização2 e profissionalização3 (XAVIER, 2014, p. 830), são de longa data as colocações acerca da ocupação feminina da docência. É nesse esteio que Cláudia Vianna, ao tematizar “O sexo e o gênero da docência” (2001, p. 81-103), assinala para os contornos históricos desse processo. A autora liga a ocupação da carreira pública do magistério por mulheres à expansão do ensino primário público de modo que, já em inícios do século XX, as mesmas são maioria do contingente profissional. A despeito da efetiva publicação de estudos sobre o tema, a autora destaca que a incorporação do conceito de gênero aos estudos sobre a feminização do magistério no Brasil é relativamente recente (Ibidem, p. 87). A mesma destaca sua pouca tematização até meados dos anos 80 e, especificamente no campo de estudos educacionais, a demora na passagem do “feminino ao gênero”, movimento esse já percebido nos estudos sobre o trabalho na década de 90 (Ibidem, p. 88).
Propor uma leitura da profissão docente que problematize sua constituição histórica como profissão predominantemente feminina implica não somente em uma elaboração conceitual condizente. Ela acarreta também na organização e investigação de fontes que, quando inquiridas em meio à operação historiográfica4, permitam apreender aspectos da atuação professoral de mulheres pouco notabilizadas. Foi esse o escopo do projeto “Mulheres e inovação docente5 (São Paulo e França, nas décadas de 1860 a 1960)”, cujos objetivos apreendiam a elaboração de biografias de professoras que inovaram no espaço da sala de aula e cuja atuação foi pouco tematizada na historiografia. Foi apresentado como um de seus resultados a publicação do livro “Mulheres inovadoras no ensino (São Paulo, Séculos XIX e XX), organizado por Diana Gonçalves Vidal e Paula Perin Vicentini, ambas docentes da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp).
Seu cuidado “estético, epistemológico e documental” é anunciado já em seu prefácio, de autoria de Maria Teresa Santos Cunha, professora vinculada ao Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Faed/Udesc). É também nele que a prefacista destaca a busca sistemática de fontes em arquivos públicos e pessoais para que se fizesse possível a tematização das vidas das dezesseis professoras normalistas ali biografadas. As mesmas são apresentadas em ordem alfabética e são, em grande parte dos casos, ladeadas por fotografias suas ou de sua atuação docente. A opção por sua apresentação conversa com um dos convites que o livro faz, segundo Diana Vidal (VIDAL, 2019, p. 13), ao leitor: o de pensar a importância do registro das práticas. Nesse caso, da prática sistemática de trabalho no magistério.
Para além disso, é também Vidal que, já na introdução da obra, destaca ser sua leitura uma forma de revisitar “inovações pedagógicas pretéritas” (Ibidem). Ele o faz tematizando inserções pedagógicas e educacionais que vão da educação infantil - como é o caso de Alice Meirelles Reis - ao ensino superior, tendo como exemplo a trajetória de Amélia Americano Franco Domingues de Castro. A primeira, ex-aluna da Escola Normal Caetano de Campos e membro de uma família da elite paulistana, ganhou destaque em seus estudos acerca do jardim de infância. Suas práticas foram acessadas através, sobretudo, de fotografias que noticiaram as inovações encampadas em seu espaço de atuação. Amélia, por sua vez, traçou trajetória no ensino superior e auferiu o grau de Doutora em Educação na Faculdade de Educação da USP em 1950 com a tese “Princípios do método no ensino de história”.
A diversidade de iniciativas encampadas pelas professoras assinala também para um vasto leque de atuação. Elas variam das tentativas de integração do “aluno diferente”, protagonizadas por Maria José Tristão Parize6 em capítulo de Paula Perin Vicentini (VICENTINI, 2019, p. 171-200), às propostas de ensino rural de Noêmia Cruz7, apresentadas em texto de Ariadne Lopes Ecar (ECAR, 2019, p. 203-217).
O cuidado conceitual a respeito do uso do termo “inovação” se faz ver a cada artigo. Ele é importante já que, em cada professora biografada, suas inovações ganham roupagens distintas de acordo com sua inserção social, profissional e política. A esse respeito, vale a retomada da definição fornecida por Wiara Rosa Rios Alcântara (ALCÂNTARA, 2019, p. 61-82) ao tratar, em capítulo de título “Botyra Camorim: imagens e memórias da carreira do magistério em São Paulo (1917- 1962)”, das práticas dessa professora normalista formada na Escola Caetano de Campos em 1928. Para a autora, “são aqui consideradas inovadoras as pessoas que se valem da escrita para engendrar um outro lugar de onde falar aos demais professores e à sociedade” (ALCÂNTARA, 2019, p. 70). Assim, é inovadora a atuação professoras que estabelecem um lugar próprio de enunciação. Essa noção resvala, inevitavelmente, na valorização de uma maior diversidade de fontes na iniciativa historiográfica de biografar professoras.
Merece também destaque a análise da trajetória de Carolina Ribeiro, professora paulista que ocupou também cargos administrativos estaduais e municipais. É Rachel Duarte Abdala (ABDALA, 2019, p. 83-96) quem destaca sua inserção em esferas administrativas de gerenciamento da instrução predominantemente masculinizadas. A mesma salienta a importância da análise da rede de relações estabelecidas pela educadora. Para ela, as mesmas foram importantes para alavancar a ascensão na carreira e ampliar inovações encampadas no interior da sala de aula (ABDALA, 2019, p. 85). Assim, são evidenciadas as manobras operacionalizadas por professoras para estabelecimento de uma movimentação funcional e uma trajetória profissional de destaque. A ocupação feminina de postos predominantemente masculinizados é também avultada quando o assunto é a atuação de Noemy Rudolfer, responsável pela chefia de laboratórios de psicologia e reconhecida no campo da psicologia educacional em artigo de autoria de Rafaela Silva Rabelo (RABELO, 2019, p. 221). No caso dessa professora, mereceram destaque as viagens internacionais feitas pela mesma. Elas são consideradas pela autora uma forma de intercâmbio intelectual que influenciou em sua atuação docente.
Em que pese a diversidade das trajetórias apresentadas, os capítulos presentes na edição destacam a diversidade dos percursos e as variáveis que compuseram a atuação política e pedagógica dessas professoras. São, porém, como enunciou Vidal (2019, p. 13) ao introduzir a publicação, notáveis as semelhanças nas atuações e propostas decorrentes de um perfil profissional que também se faz no contato com os pares. Ou, nesse caso, no contato com as pares. Para além disso, a diversidade de manobras faz ver semelhanças nas interdições impostas, sobretudo quanto à ascensão na carreira docente. Faz também pensar sobre a inventividade da ação cotidiana dessas professoras, responsável por contornar privações materiais e profissionais.
Esse último aspecto, porém, é aquilatado sem incorrer na ligação acrítica da profissão docente com uma imagem ligada ao altruísmo e vocação, comumente percebida em jornais e periódicos citados na maioria dos artigos. Nesse sentido, demonstra um cuidado metodológico preciso ao tratar como fonte muitos dos documentos responsáveis pelo endosso de uma interpretação missionária da profissão professora.
“Mulheres inovadoras no ensino” traz consigo o esforço de pensar a inovação no interior da sala de aula. Desloca assim o espaço de produção das renovações educacionais e o aproxima das professoras responsáveis pelo mesmo. Sua leitura traz também a possibilidade de pensar a longa duração de algumas das pautas e práticas do ser e fazer-se professora, conforme destaque de Vidal (2019, p. 12 - 14) já em suas considerações introdutórias.
Por fim, essa leitura da atuação docente em sala de aula faz cruzamentos com demais categorias para entendimento dessas práticas. É então possível pensar os cortes de classe e raça, bem como o papel da religião na formação dessas professoras normalistas. A esse respeito, vale conferir capítulo sobre Olinda Margarotto dos Santos, de autoria de Angelica Pall Oriani (ORIANI, 2019, p. 241-257), no qual a autora retoma os escritos de Rebeca Rogers e Michelle Perrot para tematizar a influência religiosa na educação feminina em países católicos (Idem, p. 245).
A obra, ao convidar o leitor a revisitar inovações pretéritas, desloca o cenário de descrição de análise das práticas educacionais ao valorizar não somente os espaços acadêmicos da formação docente. Nesse sentido, considerar o espaço escolar um ambiente prenhe de pulsantes renovações desloca o eixo produtor de saberes acerca da profissão professora. Coloca então as mesmas como produtoras de práticas, sobretudo de práticas perenes. Isso se dá já que os sentidos que elas empregam às ações cotidianas e aos fazeres em classe são próprios. E é essa especificidade que, aquilatada em dezesseis biografias de mulheres, faz pensar no protagonismo e centralidade da atuação professoral em meio às propostas de mudança e permanência na instrução.
Referências
ABDALA, Rachel Duarte. Carolina Ribeiro: O lugar da mulher na Educação em São Paulo. In: VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2019. 290 p.
ALCÂNTARA, Wiara Rosa Rios. Botyra Camorim: imagens e memórias da carreira do magistério em São Paulo (1917-1962). In: VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora , 2019. 290 p.
APPLE, Michael. Ideologia e currículo. Porto Alegre: Artmed, 2006.
BRASIL. Ministério da Educação. Censo do Professor. Disponível em Disponível em http://portal.mec.gov.br/plano-nacional-de-formacao-de-professores/censo-do-professor Acesso em: 19 abr. 2019.
» http://portal.mec.gov.br/plano-nacional-de-formacao-de-professores/censo-do-professor
CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Tradução de Maria de Lourdes Lemos Britto de Menezes; Revisão de Arno Vogel. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 2002. p. 65-110.
ECAR, Ariadne Lopes. Noêmia Saraiva de Mattos Cruz e o ensino rural paulista na década de 1930. In: VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora , 2019. 290 p.
ENGUITA, Mariano Fernandes. A ambiguidade da docência: entre o profissionalismo e a proletarização. Teoria e Educação, Porto Alegre: Pannonica, n. 4, p. 41-61, 1991.
HARNIK, Simone. Brasil: 8 em 10 professores da educação básica são mulheres. UOL Educação. Disponível em: Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2011/03/03/brasil-8-em-10-professores-da-educacao-basica-sao-mulheres.htm Acesso em: 19 abr. 2019.
» https://educacao.uol.com.br/noticias/2011/03/03/brasil-8-em-10-professores-da-educacao-basica-sao-mulheres.htm
JAÉN, Marta Esther Jiménez. Os docentes e a racionalização do trabalho em educação: elementos para uma crítica da proletarização do trabalho docente. Teoria e Educação, Porto Alegre: Pannonica , n. 4, p. 74-89, 1991.
NÓVOA, António. Le temps des professeurs. Analyse socio-historique de la profession enseignante au Portugal (XVIII- XX siècle). Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1987. v. 2.
ORIANI, Angélica Pall. Olinda Magarotto dos Santos (1934-): uma jornada educacional pelo sertão paulista. In: VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora , 2019. 290 p.
RABELO, Rafaela Silva. Noemy da Silveira Rudolfer e a vanguarda da psicologia educacional no Brasil. In: VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora , 2019. 290 p.
VIANNA, Cláudia Pereira. O sexo e o gênero da docência. Cadernos Pagu, Campinas, n. 17/18, p. 81-103, 2001-2002.
VICENTINI, Paula Perin. Quando inovar é incluir: a professora Maria José Tristão Parise e o trabalho de integração do "aluno diferente" (1931-1985) In: VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora , 2019. 290 p.
VIDAL, Diana Gonçalves ; VICENTINI, Paula Perin (org.). Mulheres inovadoras no Ensino (São Paulo, séculos XIX e XX). Belo Horizonte: Fino Traço Editora , 2019. 290 p.
XAVIER, Libânia Nacif. A construção social e histórica da profissão docente. Revista Brasileira de Educação, v. 19, n. 59, out./dez. 2014.
2 A autora se utiliza do termo para destacar a assimilação da profissão docente à lógica do trabalho assalariado. Para tanto, cita, dentre outros, Apple (2006), Enguita (1991) e Jaen (1991). Conferir: Xavier (2014, p. 838-839).
3 Para aquilatar esse conceito, Xavier faz uso das delimitações teóricas já apresentadas por António Nóvoa (1987). Destaca, nesse sentido, a relevância da aquisição de um corpo específico de saberes e fazeres típico de um grupo profissional.
4 Termo utilizado por Michel de Certeau (2002) para caracterizar a atuação do historiador.
5 O projeto, que integrou a Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) e universidades francesas associadas à USPC (Université Sorbonne Paris Cité). Trata-se de um subprojeto do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em História da Educação (Niephe/Feusp). Para mais informações, conferir: http://www4.fe.usp.br/acesso-rapido4/espacos-de-ensino/nucleo-interdisciplinar-de-estudos-e-pesquisas-em-historia-da-educacao-niephe; http://www4.fe.usp.br/mulheres-e-inovacao-docente-sao-paulo-e-franca-nas-decadas-de-1860-a-1960.
6 Professora que recebeu destaque pela inclusão de alunos portadores de necessidades educacionais especial em classes regulares no início da década de 1960 (VICENTINI, 2019).
7 Professora paulista responsável pelo estabelecimento de um programa de ensino rural no Grupo Escolar do Butantan, sendo pra isso designada por Sud Menucci em 1932 (ECAR, 2019, p. 215).

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Luiz Gama - Filme

 Brasil de Fato

https://www.brasildefato.com.br/2021/08/20/doutor-gama-filme-brasileiro-e-selecionado-para-o-maior-festival-de-cinema-negro-do-mundo

O longa metragem brasileiro Doutor Gama foi selecionado para participar do American Black Film Festival (ABFF), maior evento de cinema negro do mundo. O filme nacional está entre as 10 obras escolhidas para integrar a edição que marca o aniversário de 25 anos do festival.

Dirigido pelo cineasta Jeferson De, Doutor Gama conta a trajetória de um dos personagens mais impressionantes da história brasileira. O abolicionista nasceu livre na Bahia, foi vendido pelo próprio pai para pagar uma dívida de jogo, aprendeu a ler e a escrever já adulto e, como advogado, libertou mais de 500 pessoas escravizadas.

Nos cinemas e disponível na plataforma de streaming Globo Play desde o início do mês, o filme vem alcançando reações positivas de crítica e público. A participação no ABFF é mais um ponto de consagração, que abre caminhos para possibilidades como o Oscar e o Bafta.


No Dia do Cinema Brasileiro, a comemoração dá lugar à resistência

Em entrevista para o Brasil de Fato, Jeferson falou sobre a seleção em primeira mão (ouça a conversa na íntegra no tocador de áudio abaixo do título desta matéria). Emocionado, ele celebrou: "Recebi a notícia ontem. Ainda estou com os olhos brilhando". Para o cineasta, a seleção indica interesse em uma história que precisa ser contada.

"É algo muito grandioso, porque a comunidade negra americana está pressionando o Oscar há muito tempo. Chegar lá com um filme brasileiro e preto neste momento é muito importante". O diretor completa "Eles estão de olho na gente. Eles querem saber - quem é esse tal de maior abolicionista brasileiro, que a gente nunca ouviu falar?".



Vida de filme, mas vida real

Luiz Gama é dono de uma história surpreendente, que deixa no chinelo a trajetória de qualquer super herói ficcional. Ele era filho de Luísa Mahin, mulher africana, livre e que participou ativamente de levantes negros e negras na Bahia.

"Em 1837, depois da revolução do dr. Sabino, na Bahia, veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856 e em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. "afirma o próprio Gama em carta ao jornalista e amigo Lucio de Mendonça, datada de 1880.

Aos dez anos de idade, Luiz Gama foi vendido pelo próprio pai, levado de barco ao Rio de Janeiro e comprado por um contrabandista. Com um grupo de mais de 100 pessoas escravizadas, atravessou a muralha natural da Serra do Mar, de Santos a São Paulo, a pé.

A história por trás de Luiz Gama, lutador contra o Brasil escravocrata

Foi na capital paulista que ele cresceu, servo na casa de uma família branca. Aprendeu a ler e a escrever já adulto, frequentou aulas de direito como ouvinte na Universidade de São Paulo (USP), conseguiu licença para atuar, mesmo não matriculado oficialmente e, dali, partiu para os tribunais.

"É uma criança, que nasceu livre. Ele foi vendido pelo próprio pai, comercializado como coisa, produto, objeto", conta Jeferson De. O diretor, no entanto, afirma que a vida de Luiz Gama não cabe no conceito de herói.

"Eu tinha a impressão de que eu estava fazendo um filme sobre um super herói e toda hora eu tinha que me corrigir. Eu falava - não é um super herói, esse é o Luiz Gama e essa é a luta de Luiz Gama, que provavelmente foi a luta de muitas pessoas", conta Jeferson.

Como combater um mundo estreito e repleto de violência

O cineasta quer muito mais que o registro dessa jornada em filme. Para Jeferson, Luiz Gama precisa ser reconhecido e chegar a todos, às "quebradas" inclusive. "É a nossa história, é como resgatar a história de um parente, de um avô. Para mim tem esse lugar, eu, como homem preto, fazendo um filme sobre um ancestral".

Das palavras de Jeferson vem a certeza de que, no Brasil de hoje, conhecer, celebrar e destacar a figura de Luiz Gama são atos de absoluta relevância. "Ele tem uma importância para nós negros, mas ele tem uma importância para esse Brasil que a gente se quer, república, um Brasil livre, com a participação de todos."

Edição: Vivian Virissimo


Escolas Vocacionais

  Bibliografia: NEVES, Joana, Renovação Educacional e Desenvolvimento Econômico: o ensino vocacional em São Paulo – uma questão política.  D...